Sábado, Fevereiro 11, 2006
UMA SÓ LUZ
Ninguém nega que provações amargam, que lutas complicam, que desentendimentos dificultam, que ofensas ferem.
Ninguém nega isto.
Entretanto, é imperioso considerar tudo isso na condição real com que se apresenta na escola da vida, isto é, por material didático imprescindível na elucidação e no aperfeiçoamento da alma.
Rememora, a título de estudo, os últimos dez anos de existência, sobre os quais te eriges fisicamente agora.
Examina a transitoriedade de todas as ocorrências que te entretecem a paisagem exterior.
Enumera os obstáculos que atravessaste, muitos dos quais se te figuravam montanhas de aflição, e que hoje se te transformaram em experiências benditas.
Recorda os companheiros que se distanciaram de ti ou dos quais te distanciaste, cuja ausência, antes da separação, te parecia insuportável e que atualmente resguardas na memória por benfeitores a que te reúnes, em espírito, dentro de mais altas dimensões de harmonia e entendimento.
Conta os problemas de família que te agrediam antigamente, à feição de pesadelos, presentemente convertidos em vantagens e bênçãos, no caminho da própria vida.
Anota o número de pessoas que, em outras ocasiões, interpretavas por adversários potenciais e que o tempo transfigurou em refúgios de paz e compreensão em teu benefício.
E pondera quanto aos amigos que acreditavas detentores de longa existência, no corpo terrestre, e que, com surpresa, viste partir, no rumo da Espiritualidade Maior, antes de ti.
Revisa tudo o que enxergaste, ouviste, acompanhaste e empreendeste, em apenas dois lustros de permanência na Terra, e verificarás que uma só luz persiste, acima de todos os fenômenos e acontecimentos do dia-a-dia, - a luz do amor que colocaste no dever retamente cumprido, perante as criaturas e ideais a que empenhaste o coração com o trabalho no bem dos outros, luz que permanece inapagável em nós e por nós, a iluminar-nos a estrada para a felicidade verdadeira, hoje e sempre. (EMMANUEL)
De: "Mãos Unidas", de Francisco Cândido Xavier
AMIGOS, um maravilhoso fim de semana!
Clécia -
8:57 PM
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Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006
Usted
Usted es la culpable
De todas mis angustias, y todos mis quebrantos
Usted lleno mi vida
De dulces inquietudes, y amargos desencantos
Su amor es como un grito
Que llevo aquí en mi alma y aquí en mi corazón
Y soy aunque no quiera
Esclavo de sus ojos, juguete de su amor
No juegue con mis penas, ni con mis sentimientos
Que es lo único que tengo
Usted es mi esperanza, mi ultima esperanza
Comprenda de una vez
Usted me desespera
Me mata, me enloquece
Y hasta la vida diera por vencer el miedo
De besarla a usted
Luis Miguel
Clécia -
3:23 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006
CANÇÃO DAS MULHERES
"Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo 'Olha que estou tendo muita paciência com você!'
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher."
Lya Luft
Muito bom este texto da Lya Luft. Acho que ela consegue colocar em palavras aquilo que nós mulheres sentimos.
Um ótim o dia para todos.
Clécia -
12:14 PM
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Domingo, Fevereiro 05, 2006
PARA REFLETIR...
CARDÁPIO DA ALMA
Arroz, feijão, bife, ovo. Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos faz levantar de manhã e sair para trabalhar. Nossa meta primeira é a sobrevivência do corpo. Mas como anda a dieta da alma?
Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome me revirando por dentro. Uma fome que me deixou melancólica. Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e senti uma abstinência de viajar que me deixou até meio tonta. Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, e ando até um pouco acima do meu peso ideal, mas me senti desnutrida. Você já se sentiu assim também, precisando se alimentar?
Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia. A informação entra dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas seleciona o que nos interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo. Para alimentar a alma, é obrigatório sair de casa. Sair à caça. Perseguir.
Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue uma estradinha de terra batida, visite um sítio, uma cachoeira, ou vá para a beira da praia, o litoral é bonito nesta época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente.
Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que lhe cacem também. Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regras, patrulha, horários. Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver. Entre numa galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece. Olhe para sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista. Abra portas. E páginas.
Arroz, feijão, bife, ovo. Isso me mantém de pé, mas não acaba com meu cansaço diante de uma vida que, se eu me descuido, torna-se repetitiva, monótona, entediante. Mas nada de descuido. Vou me entupir de calorias na alma. Há fartas sugestões no cardápio. Quero engordar no lugar certo. O ritmo dos dias é tão intenso que às vezes a gente esquece de se alimentar direito.
Martha Medeiros
Esse texto diz tudo. Não preciso dizer nada. Só uma coisinha (rs):
UMA ÓTIMA SEMANA PARA TODOS OS AMIGOS, àqueles que visitam essa página e comentam, àqueles que eventualmente visitam e comentam e também aos anônimos, aqueles que "mergulham" e preferem nao deixar rastro. rs Bjos com carinho.
Clécia -
8:46 PM
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